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Amiga (o) de caminhada, Não confundas autonomia com recursos oferecidos a ti pela divina providência. Autonomia é estágio de um processo deflaglado por ti mesmo(a). Em verdade, um efeito de tua perseverança na longa e exaustiva viagem da interiorizaçao. Pede a DEUS para dilatar teu dicernimento a fim de usá-la afinada com os propósitos do bem, entretanto, felicita a ti mesmo(a) lográ-la,porque é conquista individual,inalienável e intransferível. De nossa parte, se algo fizemos para chegares até este ponto evolutivo,foi, tao somente, lembrar-te sempre que todos merecemos se felizes.
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PEDAGOGIA DA FELICIDADE


“O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena.”

O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo V – item 13




Nunca a humanidade mendigou tanta atenção e afeto. Uma crise de autodesvalor, sem precedentes, assola multidões. O sentimento de indignidade é o piso emocional das feridas seculares que causam a sensação de inferioridade, abandono e falência. Não se sentindo amadas, almas sem conta não conseguem superar os dramas da rejeição e os tormentos da solidão. Optam pela falência não assumida. Uma existência sem sentido, vazia de significados, sem metas; a caminho da derrocada moral e espiritual.


Somente o tratamento lento e perseverante de tecer o manto protetor da segurança íntima, utilizando o fio do auto-amor, poderá renovar essa condição interior do ser humano.


Agrilhoado pela ilusão do menor esforço, o homem busca a ilusão como sinônimo de paz. Anseia-se pela felicidade como se tal estado de alma pudesse ser fruto da aquisição de facilidades e privilégios.
Contudo, a felicidade é uma conquista que se faz através da educação de si mesmo. Buscá-la no exterior é dar prosseguimento a uma procura recheada de decepções e dor.


Educar para ser feliz é dar sentido à existência. O homem contemporâneo padece a doença do sentido. O vazio existencial é o corrosivo de seu mundo íntimo.
Reflitamos! Como a doutrina pode nos ajudar a construir sentido para a existência? Que passos dar para estabelecer significado educativo ao nosso sofrimento? [...]


A primeira condição para se estabelecer um sentido à vida é o exercício da singularidade. Descobrir seus próprios caminhos, lutar por seus sonhos, celebrar sua diversidade aceitando suas particularidades, participar da vida como se é, sentir o gosto de se desligar de uma vida centrada no ideal e realizar-se no real.
Sem medo do individualismo, que é muito diferente da individuação, é imperioso aprendermos a investigar o coração em busca do “mapa singular” do Pai à nossa jornada de aprimoramento. Quem se ama vive a maravilhosa experiência de sentir brotar em sua alma, espontaneamente, uma cumplicidade poderosa com a vida, o próximo e a Obra Divina. Quanto mais amor a quem somos, mais amamos a vida. O sentimento da existência está no ato d e percebermos o que significamos na Obra Paternal.


O segundo ponto essencial na construção do sentido é desenvolver a habilidade de superar o sofrimento. O prazer de viver surge quando, efetivamente entendemos as razões de nossas dores e como superá-las. Sofrer e não saber o que fazer para sair dessa “roda de dores”: nisso consiste o carma, a “roda da vida”. Possuir valores e não saber como utilizá-los para o bem: nisso reside o carma sutil da nobreza das intenções em conflito com a conduta que adotamos.
Quando desenvolvemos a arte de abrir o cadeado de nossas mazelas, soltamo-nos para novas vivências. Desprendemos das velhas amarras mentais, os complexos afetivos, dos condicionamentos. Quando aprendemos a lidar com nossos valores, a vida se plenifica.[...]
A dor existe para incitar a inteligência na descoberta de soluções em nós mesmos. A grande lição nesse passo é descobrir as causas das aflições. O sentido da existência não está fora, mas dentro de nós.


Como temos dificuldade em assumir a nossa fragilidade! Quanta dificuldade demonstramos para admitir nossa falibilidade! Sentimo-nos pequenos, incompetentes ao nos deparar com as batalhas não vencidas ou com as imperfeições não superadas, agravando ainda mais as provações. [...]


Fénelon Assinala: “Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo V – item 23)


Ser feliz é contentar-se com o que se é sem que isso signifique estacionar. É o amor a si. A frase de Fénelon é uma autêntica proposta de paz interior. Contente, sem inveja e feliz com o que se é. Quem pode querer mais? [...]



Uma pedagogia de felicidade deve assentar-se no auto-amor em busca do self( em psicologia significa 'si mesmo') reluzente. Desenvolver as habilidades da “inteligência espiritual”, tais como autoconsciência, resiliência, visão holística, alteridade, autoconfiança, curiosidade, criatividade, disciplina no adiamento das gratificações, sensibilidade, compaixão, naturalidade.


Livro: Escutando Sentimentos
Espírito: Ermance Dufaux
Médium: Wanderley Oliveira

CAPAS - Emmanuel





"E ele, lançando de si a sua capa,
levantou-se e foi ter com Jesus."
- (MARCOS, 10-50.)


O Evangelho de Marcos apresenta interessante notícia sobre a cura de Bartimeu, o cego de Jericó.
Para receber a bênção da divina aproximação, lança fora de si a capa, correndo ao encontro do Mestre, alcançando novamente a visão para os olhos apagados e tristes.
Não residirá neste ato precioso símbolo?
As pessoas humanas exibem no mundo as capas mais diversas. Existem mantos de reis e de mendigos. Há muitos amigos do crime que dão preferência a "capas de santos". Raros os que não colam ao rosto a máscara da própria conveniência. Alega-se que a luta humana permanece repleta de requisições variadas, que é imprescindível atender à movimentações do século; entretanto, se alguém deseja sinceramente a aproximação de Jesus, para a recepção de benefícios duradouros, lance fora de si a capa do mundo transitório e apresente-se ao Senhor, tal qual é, sem a ruinosa preocupação de manter a pretensa intangibilidade dos títulos efêmeros, sejam os da fortuna material ou os da exagerada noção de sofrimento. A manutenção de falsas aparências, diante do Cristo ou de seus mensageiros, complica a situação de quem necessita. Nada peças ao Senhor com exigências ou alegações descabidas. Despe a tua capa mundana e apresenta-te a Ele, sem mais nem menos.

Do livro "Caminho, Verdade e Vida", de Chico Xavier




COISAS MÍNIMAS - Emmanuel






Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas,
 por que estais ansiosos pelas outras?" 
- Jesus. (Lucas, 12:26) 

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.
Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura.
Um sábio não pode esquecer-se de que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.
Além disso, nenhuma obra é perfeita se as particularidades não foram devidamente consideradas e compreendidas.
De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência, pelos destinos dramáticos e empolgantes.
Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados.
Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.
Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação se fixe com real proveito à vida.
A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota, o poema é obscuro quando se omite um verso.
Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas.
São parte integrante e inalienável dos grandes feitos.
Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: 
"Pois se nem podeis ainda fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?"

Livro Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel, psicografia Francisco Cândido Xavier

Paz e luz para todos!


EQUILÍBRIO - Cenyra Pinto


Equilíbrio é firmeza e segurança.

Quem vive em equilíbrio, vive sereno e confiante, não vacila, não corre, não empurra ninguém. Caminha, sabendo para onde se dirige.

Pode a vida oferecer-lhe múltiplas experiências, as mais felizes e as mais danosas, e o homem equilibrado logo assume o controle em todas as situações.

Para ele, viver é aprender; sabe tirar proveito de tudo, considera todas as circunstâncias como lições, acomoda valores, organizando sua economia moral.

É um privilégio a oportunidade de vivermos ao lado de uma pessoa assim. Com ela adquirimos também o dom maravilhoso do equilíbrio.

Esta palavra nos fala muito de perto, sobretudo neste século de transformações vertiginosas, diante das quais todos se desequilibram.

Ninguém que viva inseguro poderá viver feliz.

Equilíbrio. Como obtê-lo? Perguntarão.

Não há uma fórmula para a resposta. Resta saber que depende muito de nossos esforços e, sobretudo de entender ou procurar entender a finalidade desta vida. O raciocínio mais simples nos faz compreender que tudo age para um fim num plano que foge à nossa percepção relativa. A mais obscura célula trabalha no conjunto que define um órgão; este integra um sistema que, junto a outros, constitui o organismo.

Compreender a vida é descobrir dentro de si mesmo os valores sepultados que nos são conhecidos, e aflorá-los para que se revelem através dos nossos atos.

Dizem todos os pensadores que a maior realização do homem é o conhecimento de si mesmo, sem o que sua vida é algo sem expressão; só experiência e dor.

O autoconhecimento faz o homem ter paz consigo mesmo, com a humanidade e com Deus. Ao encontrar-se, sabe o que faz no mundo. Vive em equilíbrio.

(De “Vem!...”, de Cenyra Pinto)

Escutando sentimentos - ERMANCE DUFAUX


"(...) Quando não amamos a nós mesmos, vivemos à mercê da influência dos palpites e reprimendas.
A aprovação alheia é mais importante que a aprovação interior.
Nessa situação escasseiam estima e confiança a si próprio, que impossibilitam a expressão da condição particular. Assim sentimo-nos prisioneiros adotando máscaras com as quais procuramos evitar a rejeição social, fazendo-nos infelizes e revoltados.

Ninguém pode definir para nós "o quanto ou o como deveríamos".
Podemos ouvir opiniões e conselhos, corretivos e advertência, porém, o exercício do auto-amor nos ensinará a tirar de cada situação aquilo que, de fato, nos seja útil ao crescimento. Cada pessoa ou situação de nossas vidas é como o cinzel que auxiliará a esculpir a obra incomparável de ascenção particular.
Mas recordemos: apenas um cinzel! Apenas instrumentos! Pois a tarefa intransferível de talhar é com cada um de nós, escultores da individuação*.

Quem se ama, imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapega-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem de todos e de tudo.

Por longo tempo ainda exercitaremos esse amor a nós mesmos, alfabetizando nossas habilidades emocionais para um relacionamento intrapessoal fraterno, equilibrado. A primeira condição para nos engajarmos na Lei do Amor é essa caridade conosco, o encontro do self divino, sem o qual ficaremos desnorteados no labirinto das experiências diárias, à mercê de pessoas e fatos, adiando o Instante Celeste de sintonizar nossos passos com a paz interior que todos, afanosamente, estamos perseguindo."

(*) Carl Gustav Jung chamou de individuação o processo paulatino de expressar nossa singularidade, isto é, a "Marca de Deus" em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós.

Trechos de escutando sentimentos



Enquanto procurarmos as causas das decepções de nossas relações no estudo das imperfeições, não encontraremos respostas satisfatórias as nossas indagações e nem consolo para nossa alma. Somente compreendendo sinceramente quais liçoes evangélicas deixamos de aplicar em cada passo do caminho, obteremos alento, orientação e estímulo.


Misericoórdia para com as imperfeiçoes alheias, piedade para com nossas falhas.

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Hoje, creio sinceramente que se concedermos apenas uma hora para analisarmos as imperfeiçoes e usarmos o restante do tempo para nos amar; a vida nos presenteará com mais motivos para ser feliz.
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"A pior consequência da falta de autonomia é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra nossos sentimentos apenas para agradar o outro e sentirmo-nos incluidos, aceitos. Quando não amamos a nós mesmos, vivemos a mercê da influência dos palpites e reprimendas, creditando que a aprovação alheia é mais importante que a aprovação interior."
Ermance Dufaux 


La Fontaine e o comportamento Humano

Os espíritos não ficam se lastimando quando as pessoas não são como eles gostariam que fossem. Simplesmente, distinguem o que está fora de sua possibilidades, o que é qualidade, o que podem ou não podem mudar e, quando preciso, declaram com firmeza: "é assim, assim seja." Isso é tudo, pronto. - Hammed

A GATA METAMORFOSEADA EM MULHER

Uma gata mimosa, bela e delicada, era, para seu dono, a coisa mais amada que havia neste mundo.

E o homem, desvairado e inconseqüente, amava perdidamente essa gata além dos limites do que é normal. Um dia ergueu os braços ao céu e, em prece, implorando aos deuses auxílio, fez promessas, orações e magias. Tanto fez até que conseguiu dos deuses que aquele felino se transformasse em mulher: uma dama lindíssima, uma bela mulher, como convinha a todo homem.

Cego de amor, casou-se com ela. Homem apaixonado, marido carinhoso, ele a adulava, embevecido pela beleza daquela, cuja origem felina ele havia esquecido completamente. Para o homem, ela era uma mulher igual a todas as outras.

Numa noite, porém, alguns camundongos entraram no quarto conjugal. A mulher sentiu a presença deles e, seguindo seus instintos de gata, começou a caçá-los. Arqueada e ofegante, ela se atirou sobre os ratos, que escapam por um triz.

Ela não conseguiu da primeira vez, mas, na noite seguinte, com os sentidos mais aguçados pela experiência da véspera, assim que os camundongos apareceram, saltou do leito e, em posição felina, arremessou-se sobre eles e os apanhou.

Depois de conservar por muito tempo um licor, o vaso continua a guardar seu odor. Não perde o pano a antiga dobra, por mais que se tente esticá-lo: passado um tempo, ele a recobra.

O natural não sofre abalo quando escondido. Só descansa. Subitamente, entra na dança, e não há como refreá-lo, nem a bastão, espada ou lança. Fecha-se a porta com tramela, e ei-lo que sai pela janela.

FOI O QUE FOI, É O QUE É, SERÁ O QUE SERÁ

Em última análise, é a vocação que induz uma pessoa a escolher seu próprio caminho e elevar-se acima da identificação com as massas inconscientes, sem se deixar levar pelas influências psíquicas destas.

A vocação, na criatura humana, emerge como uma sutil nuvem de neblina envolvendo todo o espírito, ou melhor, vem à tona mental trazendo uma idéia potencial ou sentimento inato, que significa, num sentido original, "ouvir uma voz que nos é dirigida". Ela é uma manifestação inerente e comum a todos, não sendo decerto prerrogativa somente de grandes personalidades ou celebridades.

Um exemplo que elucida com mais clareza a vocação como um projeto íntimo encontra-se na expressão qüididade. Numa interpretação mais livre, essa expressão quer dizer "é assim mesmo", "as coisas são como são", mas sem a conotação de estagnação, conformismo ou passividade, e sim como afirmação da realidade essencial e natural das coisas.

Ao indagarmos sobre o que é algo, seria o mesmo que perguntar, em latim escolástico, pela quiddita, termo do qual provém a palavra qüididade.

Qüididade, segundo as tradições filosóficas, é aquilo que faz com que "a coisa seja o que ela é". Na herança cultural grega, qüididade se traduz pela expressão; "tó ti en einai" - frase largamente usada por Aristóteles em seus escritos e manúscritos metafísicos quando se referia a "ousia", conceito aristotélico de "substância essencial".

Quando um indivíduo não se conforma com o modo de ser de uma pessoa ou de uma situação qualquer, ele pode recorrer também a esse termo (qüididade) para dizer "o que é", "é natural que seja assim".

Semelhantes ao dono da gata, existem muitos homens que querem mudar a qualquer preço a natureza das coisas. Esquecem-se de que cada ser dá o que possui, vive da maneira que quer, compreende a vida do jeito que a percebe.

Ao tratar de vocações, tendências e disposições inatas, todos temos características e necessidades próprias de "ser como somos" e de "estar onde e com quem quisermos", seja na vida pessoal, seja na social.

Vocações são padrões inerentes ou naturais não aprendidos, de conduta e desempenho adquiridos na vastidão dos tempos. Nosso progresso na Terra, desde antropóides nus até especialistas vestidos, deu aos seres humanos um conjunto específico de ferramentas emocionais e/ou intelectuais, úteis e produtivas, para que todos possamos nos complementar e trabalhar unidos na comunidade planetária.

Cada criatura deve auscultar a verdade que está em seu âmago, pois é aí que habita a fonte sapiencial que nos leva a viver em paz com a nossa natureza e, igualmente, com a dos outros.

Há vários modos de percebermos a vida em nós. São inúmeras as vezes em que olhamos para fora, e raras as que voltamos os olhos para dentro. Devemos estar voltados para nosso interior, mas sem subestimar nosso exterior. Se aquietarmos nossos pensamentos o bastante para entrarmos em contato com nossas características inatas, entenderemos com mais clareza as "qualidades distintivas" ou os "traços dominantes" dos seres e das coisas:

"Depois de conservar por muito tempo um licor, o vaso continua a guardar seu odor. Não perde o pano a antiga dobra, por mais que se tente esticá-lo: passado um tempo, ele a recobra. O natural não sofre abalo quando escondido. Só descansa. Subitamente, entra na dança, e não há como refreá-lo, nem a bastão, espada ou lança. Fecha-se a porta com tramela, e ei-lo que sai pela janela".

As orações dos grandes sábios afirmam no final: "que assim seja!", ou mesmo, "assim é!". Não existe diferença entre essas duas frases .

Os emissários celestes não ficam pensando como as coisas poderiam ou deveriam ser. Eles têm o conhecimento de que para certas coisas somos impotentes, e tomam para si esta verdade.

Sabem que podemos lapidar o diamante, não mudar sua propriedade íntima; que somos capazes de entalhar a madeira, não transformar sua natureza orgânica; estão convencidos de que podemos esculpir o mármore, não reformar sua estrutura interna. Aliás, aprimorar ou aperfeiçoar é diferente de alterar ou descaracterizar a essência de algo ou de alguém.

Os espíritos sábios não ficam se lastimando quando as pessoas não são como eles gostariam que fossem. Simplesmente, distinguem o que está fora de suas possibilidades, o que é qüiditativo, o que podem ou não podem mudar e, quando preciso, declaram com firmeza: "é assim, assim seja". Isso é tudo, pronto.

Conhecendo as leis naturais ou divinas que regem a vida como um todo, acompanham o fluxo de suas transformações, deixam-se levar de forma intuitiva por meio do curso dos fatos e acontecimentos, sem jamais compelir tentando modificá-los caprichosamente.

Não é correto dizer "que as faculdades instintivas diminuem à medida que crescem as faculdades intelectuais". "( ... ) o instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre e, algumas vezes, com mais segurança que a razão. Ele não se transvia nunca'. (Questão 75 de O Livro dos Espíritos).

Por analogia, as expressões instinto, essência inata, tendência qüididativa, natureza fundamental, são termos que se correspondem perfeitamente.

Quando não percebemos a Natureza em toda a sua imensa biodiversidade de criações e criaturas - uma verdadeira "vitrina" de multiplicidade de seres diferentes -, não alcançamos a realidade da vida íntima e aí podemos ser corrompidos por caprichos, preconceitos, expectativas, obstinações e devaneios.

Jamais devemos permitir que os delírios alheios nos induzam a um modo de viver que não condiz com nossos reais atributos naturais ou motivações internas; nem que eles criem em nós "scripts" de como deveríamos ser e como nos comportar; nem mesmo do que falaríamos para essa ou aquela pessoa, nesta ou naquela situação.

Tudo que existe ou possa vir a existir tem sua própria natureza, sua própria qualidade intrínseca. Não é possível mudar a realidade externa simplesmente por acreditarmos nisso ou naquilo, por preconceitos, caprichos, vontades ou prazeres pessoais.

Como na fábula, não conseguiremos jamais transformar gatos em seres humanos, nem anular ou exterminar nossa índole - conjunto de qualidades e características inerentes a todas as criaturas -, porque simplesmente não conseguimos deixar de viver a normalidade da condição humana.

Nós, os homens, convivemos presos a regras "desnaturadas", pois estamos vivendo distanciados da condição "natural" a que fomos chamados a viver; não cumprimos os desígnios divinos da Natureza da qual fazemos parte na atual encarnação. Por sinal, na Natureza (interna e externa) estão as mãos sutis do Criador agindo em toda parte. "Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu" - disse Jesus.

CONCEITOS-CHAVE

A - QUIDIDADE

Provém do latim escolástico quidditas, que, por sua vez, tem origem na expressão latina "quid est", que quer dizer "o que é". Assim sendo, qüididade significa essência, cerne, âmago, o objeto primordial. A mesma coisa que substância Íntima, centro, fundamento inerente, imo, base, atributo natural, óbvio, "evidente", "tendência nata".

B - OUSIA


Do latim eclesiastíco ousia/oussia; substância essencial, em português, fundamento primeiro das coisas, de que tudo o mais decorre. Pronuncia-se "ussía" e quer dizer mais especificamente "o que é por si mesmo", isto é, "o que não pode ser tirado". O atributo essencial é imprescindível, porque é aquilo que está numa coisa e que, por conseqüência, se não estivesse, a coisa não seria. É bom lembrar que a palavra "essência" provém do latim, idioma posterior ao grego. Dizem os tradutores e estudiosos da Filosofia que, por falta de uma expressão que pudesse traduzir literalmente a palavra ousia, a tradição se fixou nos termos "essência" ou em seu equivalente, "qüididade".

C - NATUREZA

A Divindade não pode ser identificada de forma literal, como fiscal, censor ou imperador militar do Universo, e não pode, igualmente, ser reconhecida como imagem de um soberano partidário, que rege a Natureza externamente. O Criador busca atingir uma união com as criaturas e as criações. Todos os seres são fundamentalmente inseparáveis da essência do Ser Maior, do qual muitas vezes os indivíduos se sentem separados apenas por sua percepção equivocada. Na tradição judaico-cristã, o Criador deu origem ao Universo, mas é algo separado dele; no entanto, Ele nunca está separado da Natureza e de tudo o que existe. As leis que regem o Cosmos podem ser chamadas de "Divina Providência", porém elas são simplesmente o outro nome de Deus.

MORAL DA HISTÓRIA:


Eis uma lição extraordinária que nos quer mostrar La Fontaine: é difícil impor nossas regras e normas à Natureza, ou melhor, mudar nossa essência desferindo "golpes verbais ou emocionais". E por mais que façamos para dominar nossos impulsos, ei-los que surgem inesperada e imperceptivelmente. Embora tomemos todas as precauções possíveis para amordaçá-los, basta uma só oportunidade favorável para eles voltarem à tona. O que é inato, natural e instintivo não se elimina, equilibra-se. Se reprimido, ele descansa, some aparentemente. E quando o julgamos eliminando, ei-lo que surge, imponente e soberano, como se nunca dali tivesse se ausentado.

REFLEXÕES SOBRE ESTA FÁBULA E O EVANGELHO:

"O Espiritismo é de ordem divina, uma vez que repousa sobre as próprias leis da Natureza, e crede que tudo o que é de ordem divina tem um objetivo grande e útil (...)'" (ESE, cap. I, item 10, Boa Nova Editora)

"Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu." (Mateus, 6:9 e 10.)

"É MAIS FÁCIL SER SENSATO COM OS OUTROS DO QUE SER CONSIGO MESMO." - LA ROCHEFOUCAULD

HAMMED

Como Viver com os Outros



A ciência mais difícil que até hoje encontramos
foi a de viver em conjunto, e o mais interessante
é que precisamos desse intercâmbio para viver.
A lei nos condicionou a essas necessidades
biológicas e espirituais.

A própria vida perde o sentido se nos isolarmos
das criaturas. Elas têm algo que não possuímos
e nós doamos a elas certos estímulos que
a natureza lhes negou.
Vemos nisto a presença de Deus,
levando-nos ao amor de uns para com os outros.
E assim aprendemos a amar por Amor.

A sociedade cada vez mais se aprimora,
desde quando seus membros passam a
se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades
e desfrutando da fraternidade na convivência.

A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento
humano. No entanto, essa sociedade não pode
existir sem o lar. Ela se desarmoniza se deixar
de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia
que pode ser desfrutada pelos homens,
em todos os rumos dos seus objetivos.

Se queres paz em teu lar, começa a respeitar
os direitos dos que convivem contigo.
Se romperes a linha divisória dos direitos alheios,
afrontarás a tua própria paz.

Quem somente impõe suas idéias, passa a ser
joguete dos pensamentos dos outros, às vezes,
sem perceber. Estuda a natureza humana,
pelos livros e pela observação, que a experiência
te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida.

Vê como falas a quem te ouve e como ouves
a quem te fala e, neste auto-aprendizado,
as lições serão guardadas em lugares de
que a vida sabe cuidar.

Não gastes teu tempo em palavras
que desagradam, nem em horas de silêncio
que desapontam. Procura usar as oportunidades
no bom senso que equilibra a alma.

Procura conversar com os outros na altura
que eles já atingiram. Isso não é disfarce,
é respeito às sensibilidades, é sentir-te
irmão de todos em todas as faixas da vida.

Ao encontrares uma criança, não passas a ser
outra para que ela te entenda?
Assim deves fazer nas dimensões
da vida humana em que te encontras.
A felicidade depende da compreensão,
que gera Caridade, que gera Amor.

Conviver com os outros é, realmente,
uma grande ciência, é a ciência da vida.

Fomos feitos para viver em sociedade.
Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso
temos provas observando as plantas
que frutificam mais em conjunto;
as pedras, que dão mais segurança
quando amontoadas, e os animais, que sempre
andam em convivência.
Tudo se une para a maior grandeza da criação.

Essas lições não são somente para os encarnados.
Os espíritos, na erraticidade, igualmente obedecem
a essa grande regra de viver bem.

Nós nos unimos em todas as faixas a que pertencemos,
no entusiasmo do bem, que nos dá a vida.
Aprendamos, pois, a conviver, a entender e
respeitar os nossos irmãos que trabalham
e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós,
motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor.

Contrariar as leis que nos congregam
é desagregar a nossa própria paz.
E para aprender a viver bem com os outros,
necessário se faz que nos eduquemos
em todos os sentidos, que nos aprimoremos
em todas as virtudes. Sem esse trabalho interior,
será difícil alcançar a paz imperturbável
no reino do coração.

pelo espírito de Lancellin
psicografia João Nunes Maia
do Livro Cirurgia Moral

Perdas






“Mas ajuntai tesouros no céu...” - Mateus, 6:20





Mesmo guardando prudência e moderação, serás convocado ao aprendizado do desapego.





Na condição de usufrutuário passageiro das bênçãos que te felicitam, não obterás certidão de posse sobre tais recursos.





Não existem perdas reais no universo, porque nada pertence a ninguém.





Quando a vida te convidar às necessárias renovações, ainda que sofras a dolorosa cirurgia do desprendimento, mantém-te no controle de ti mesmo.





Hoje é o filho que muda, amanhã um vínculo que parte, depois é um bem surrupiado, mais além um emprego que é retirado.





Não são perdas, são mudanças.





Guarda calma e equilíbrio para que entendas o “recado” de Deus a ti endereçado nas alterações que a existência te conclama.



As dores das perdas são preciosos receituários contra as ilusões que carregamos.
Ermance Dufaux
Mensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares de Oliveira, em 17 de novembro 2007, na SED – Sociedade Espírita Ermance Dufaux, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Felicidade e merecimento



“(...) e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará” – II Corintios, 9:6

Anote alguns caminhos para construir tua felicidade:

A superação das culpas.
O perdão incondicional.
O desapego de bens e afetos.
A consciência tranqüila.
Amar o trabalho.
Descansar somente o necessário.
Interessar pelo esclarecimento.
Aprender a gostar de si.
Erguer a caridade em teus passos
O bem do próximo.
O conhecimento de si.
A fé no futuro.
A paciência com o progresso pessoal.
A instrução libertadora.
O gesto incomum pelo bem de alguém.
O esquecimento das quedas
A vitória sobre os impulsos.
A tolerância incondicional com todos.
A fraternidade nas relações.
O dever bem cumprido.
A ausência do desânimo.
O otimismo incansável.
Como vemos, felicidade não é acontecimento de sorte ou escolha do destino.
É uma conquista do esforço permanente pela melhoria de si mesmo perante o próximo, a vida e Deus.
Felicidade é a soma do bem que semeamos, portanto, uma questão de merecimento.
Ermance Dufaux
Mensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares de Oliveira, em 17 de novembro 2007, na SED – Sociedade Espírita Ermance Dufaux, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Evangelho no lar



1º - Estudar o Evangelho à luz da Doutrina Espírita, a qual possibilita compreendê-lo em “espírito e verdade”, facilitando, assim, pautar nossas vidas segundo os ensinamentos do Mestre. 

 
2º - Criar em todos os lares o hábito salutar,de reuniões evangélicas, para que estas despertem,e acentuem o sentimento de fraternidade,que deve existir em cada criatura.

 
3º - Oferecer momentos de paz e de compreensão; unir mais as criaturas,
proporcionando-lhes uma vivência mais tranqüila.


4º - Tornar o Evangelho melhor compreendido,sentido e exemplificado.
 

5º - Higienizar o lar pelos nossos pensamentos,e sentimentos elevados,
permitindo assim mais influência dos Mensageiros do Bem.
 

6º - Ampliar o conhecimento literal e espiritual do Evangelho, para oferecê-lo,
com maior segurança a outras criaturas,e na própria renovação espiritual dos participantes.
 

7º - Facilitar, no lar e fora dele,o amparo necessário para enfrentar, as dificuldades materiais e espirituais,mantendo operantes os princípios da oração e da vigilância.
 

8º - Elevar o padrão vibratório dos componentes do lar, a fim de que ajudem, com mais eficiência, o Plano Espiritual na obtenção de um mundo melhor.

Jamais desistir



Nenhum de nós sentirá bem ante as faltas que podíamos ter evitado. No entanto, nesses momentos infelizes, recorramos ao amor que devemos a nós mesmos.

A intolerância e a culpa, a tristeza e a vergonha são efeitos da nossa incapacidade de aplicar o auto-amor. A cobrança e a severidade são os frutos amargos da sementeira que realizamos nos descaminhos da irresponsabilidade.

O tempo presente, porém, chama-nos para a lucidez moral. Compete-nos o perdão incondicional ante os dissabores com nossas atitudes.

Nesses momentos de pessimismo e tormenta interior, pacifiquemo-nos para começar de novo.

Começa indagando se algo te impede, definitivamente, de retomar a luta.

Depois, ora suplicando a extensão da misericórdia celeste. Muitos erros da caminhada servem para sentirmos quanto ainda somos suscetíveis à queda, e para reconhecermos com mais exatidão a extensão de nossa fragilidade.

Em seguida, faça um inventário de tuas vitórias e esforços. Perceberás o valor de continuar a batalha sem tréguas.

Após esses passos, retome o trabalho honesto, e o tempo se encarregará do restante.

Não existe ascensão espiritual sem tropeços e descuidos. Façamos o melhor que pudermos, mas na hora sombria e dilacerante do fracasso, pensemos em Deus e adotemos como norma: jamais desistir de lutar e buscar a felicidade, trabalhando, dia após dia, pelo reerguimento e pela reparação em favor da nossa paz.

Ermance DufauxMensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares de Oliveira, em 17 de novembro 2007, na SED – Sociedade Espírita Ermance Dufaux, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
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Senhor,médico de nossas almas!

Agradecemos a tua paciência para com nossas limitações.

Agradecemos o ensejo do aprendizado por meio da observação da nossa própria conduta.

E desejosos de prosseguir caminho afora, ao teu lado pedimos-te a proteção para guardarmos este mesmo espírito de renovação,de solidariedade e companherismo.

Aqui e onde mais estivermos, que seja feita a tua vontade... ASSIM SEJA

Quem por aqui passar...

Saiba que :

Em cada letrinha aqui digitada, em cada mensagem, cada foto, cada espaço, cada vídeo, cada música, possui muito, mas muito carinho e dedicação... Algumas linhas são minhas, outras não. Procuro preservar os direitos daqueles que escrevem, informando ao final a devida autoria, outras poderão aparecer sem esta informação. Alguns textos são digitados por mim, outros copiados e colados. Alguns, investigo a fonte e a veracidade, outros não... Mas o que importa neste espaço, é a verdadeira vontade, é o amor, e a reunião de minhas intenções. Poderei passar sempre aqui, ou não... Mas o que importa...é que se por acaso tu passares por aqui, que leves algo importante para ti... E lembrem-se sempre, desta frase , dita por Dalai-Lama:

“O diálogo é fonte de FELICIDADE."

Com Carinho,

Lorena.

NÃO ESTRAGUE O SEU DIA




  • A sua irritação não solucionará problema algum.
  • As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
  • Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
  • O seu mau humor não modifica a vida.
  • A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.
  • A sua tristeza não iluminará os caminhos.
  • O seu desânimo não edificará a ninguém.
  • As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
  • As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
  • Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.
  • Chico Xavier/André Luiz.

    Agenda Cristã.


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